Thursday, June 02, 2005

Robôs - Discovery Channel

Ontem, sem ter planeado, apanhei um programa sobre robôs no Discovery Channel. Vou contar um bocado do que vi, já que não escrevo sobre os robôs já há algum tempo.

A robotica é utilizada em:
Indústria, produção (máquinas constrõem as máquinas)
Missões de exploração espacial e perigosas
Missões de salvamento (Rescue robots)
Pessoas com deficiéncia física, paralisia, ausência de um membro
Acompanhamento de pessoas
Entretenimento (Aibos)
Competições
E, claro, educação.

Pelo que percebi do programa, embora a robótica seja utilizado para educação, mas numa fracção muito pequena, em relação a expansão de utilização nas outras áreas.

Acompanhamento de pessoas: Gostei da robô Emily, que simula uma mulher para acompanhar os idosos nos lares, serve comprimidos, fala com pessoas, brinca, chama para almoçar, transporta coisas. É facilmente programada utilizando o texto livre, por exemplo: "Se a caixa de comprimidos está vazia: Certificar-se da toma do remédio". O programa tem uma câmera para "ver" e a captar a imagem da caixa de comprimidos, cujo padrão já está classificado no seu processador (base de dados), desencadeia todas as acções respeitantes ao objecto "caixa de comprimidos".

Robôs de competição: no fundo é uma área que também envolve educação, já que maioritariamente é nas faculdades que se lançam desafios para construir robos de competição. Havia uma frase que mexeu comigo: maioria de descobertas em robotica foi feita pelos miudos com menos de 20 anos! E porque? Porque não têm estereotipos a seguir e pensam livremente, inventando novos sitemas e funcionalidades. Pois... Eu tenho mais de 20 anos e nunca estive ligada a robotica, o que me ajuda a não ter visão estereotipada:)

Robôs para pessoas com deficiências físicas: havia robós que substituiam pernas perdidas, que têm unidades de processamento que captam sinais de um receptor instalado numa parte do corpo que está em contacto com terminais nervosas que transmitem determinados sinais ao processador, e este acciona certos comportamentos, assim se anda com pernas artificiais! Havia umas "coberturas" que pareciam roupas electrónicas que cobriam o corpo de pessoas com paralisia ajudando a estes ter um control sobre o corpo e até andar!

No espaço: usam-se robos para exploração, já que estão munidos não só com sistemas de orientação, mas com muitas cameras para o reconhecimento de meio envolvente. Robos para reparar falhas técnicas: havia sempre uma pessoa dentro da nave com um capacete digital, que via o "ve" o robô, e com luvas digitais guiava o robo para reparar a falha.

Entretenimento: Aibos, é claro... O problema dos Aibos (e isto li na revista T3 do abril de 2005) é que são, alem de caros (2000 euros), são abandonados ao fim de uma semana. As pessoas fartam-se deles após algum tempo. Embora Aibo evolui, e começa como o cachorro inexperiente e pouco a pouco começa a distinguir as caras de pessoas e a casa, onde já consegue orientar-se, mas adesão aos Aibos não tem sido são boa como a Sony queria. Penso que ( e isto já é para o meu projecto) que adicionar aos Aibos um kit que possibilita aos "donos" dele fazer alterações e configurações deste, talvez ajudava na sua expansão.

Gostei especialmente de um prjecto onde havia muitos robos cujo comportamento se assemelhava a colmeia de formigas, os robos tinham luzes, sensores de toque e comunicavam entre sí dando encontrões. Também tinham receptores (já não me lembro se wireless ou irDa) que lhes deixavam detectar a presença de um outro robo semelhante num raio definido a volta deste. Estes robos trabalhavam colaborativamente para encontrar um parceiro "perdido", de uma forma a procurar inteligentemente e, por exemplo, não passar a procurar no mesmo sítio duas vezes. Dando encontrões e parecendo mesmo formigas, os robôs "cobriam" o espaço (no programa era um labirinto) e expandiam-se, tentando entretanto não perder a comunicação uns com os outros, ou seja não afastando--se do grupo. E depois de detectar o parceiro, davam-lhe um encontrão, e este seguia-os até a base. A vantagem destes robôs era o facto de sua colaboratividade não depender de um processador central, cada um "pensava" por si e o grupo era autónomo.

Vou descrever um bocadinho como é feito reconhecimento do espaço pelos robôs, que após passar algum tempo numa casa tornam-se "peritos" em orientar-se lá. Segundo mostrado no programa (também dei isto em MIA, embora de uma forma esquisita) Um robô, quando encontra um obstaculo, acciona o mecanismo para se desviar deste, procurando outro caminho, mas armazena numa base de dados as coordenadas do obstaculo, representando geometricamente, ele coloca um ponto no espaço. Também pode guardar a informação sobre o espaço em forma de uma matriz mxn. Quando mais obstaculos encontrar, mas pontos se formam. Após um período de tempo, se alguns obstaculos não foram encontrados novamente, os pontos tornam-se mais fracos, e os obstaculos encontrados com frequência solidificam. Ou seja, ele constroi uma planta do espaço, classificando os obstaculos temporários e permanentes. Assim, quando vai-se orientar num espaço, já evita obstaculos permanentes.

No caso de robos voadores, estes orientam-se muito pelas fotografias, cujo padrão está armazenado na sua memória e o aparecimento de um determinado padrão, acciona algum mecanismo. Isto sem ter em conta que ainda há um mecanismo complexo para faze-los voar e não cair:)

O programa interessou me muito, e tenho pena de não ter visto de início (perdi precisamente a parte de robôs educativos...). O locutor do programa era o robô 3PO de Star Wars e recorrentemente mostraram o George Lucas a comentar certas partes. Mostravam extractos de Star Wars, envolvendo certos tipos de robôs e descrevendo as suas funcionalidades. Muitas coisas novas em robôtica foram feitas pelos fãs de Star Wars que tentaram fazer os robôs semelhantes aos de filme, e enquanto no filme este robo era uma personágem não robô real, inspirados nesta personagem, pessoas criavam um robô igual! Assim se criou o robo espião voador que tem uma camera e conseque efectuar missões de espionagem, colmeia de formigas foi inventada a tentar evitar que os robos "maus" se desliguem todos quando é atingida a unidade do processamento central. E muitas outras coisas....

12 Comments:

Blogger zegomes said...

Brilhante, como sempre, a Dasha está sempre atenta a tudo.
Só espero que todos esses robots, possam fazer todo o trabalho pesado que ainda a maioria dos seres humanos faz.
Acredito, que o ser humano deve trabalhar para a Humanidade e não deve ser desperdiçado na sua unica e exclusiva sobrevivência.
Acho que os técnicos, como a Dasha, devem ter essa preocupação:servir a Humanidade e não inventar só mais uns "brinquedos".
Sei que a Dasha tem essas qualidades, mas nunca é demais lembrar ;o))

2/6/05 11:20  
Blogger Dasha said...

Zé Gomes, eu vou trabalhar com robôs educativos, por isso servir a humanidade em fuñção de simplificar as tarefas pesadas não será abrangido (nesta fase, pelo menos).

Não aprecio quando me chamam "técnica" para mim é algo muito limitado e alem disso a minha formação em matemática aplicada permite-me não só trabalhar manualmente mas criar metas, teorias... Técnico, na minha compreensão, é a pessoa que efectua tarefas propostas, mas não consegue criar um objectivo, fundamenta-lo teoricamente e gerar o conceito. A minha função é tudo isto, e a aplicação manual é só uma pequena fracção de todo o resto...
Por isso, por favor, não sou técnica:)

2/6/05 11:44  
Blogger Dasha said...

E mais, se todo o ser humano trabalhar para humanidade (cada um tendo o seu objectivo e método) a humanidade deixava de existir... Ser humano é destruitivo pela sua natureza, por isso, ainda bem que só os poucos e os mais geniais cheguem a criar para humanidade, a maioria tem que se ocupar de tarefas banais, porque desocupada seria perigosa e destritiva...

2/6/05 11:46  
Blogger Dasha said...

E mais ainda! As maiores descobertas para a humanidade foram inventadas pelos malucos cientistas que estavam a fazer "brinquedos"! Um cientista inventa a teoria e fundamenta-a... É função de ditos "técnicos" torna-la útil a humanidade (o que não digo não ser dificil). Mas ántes de qualquer coisa útil tem que surgir a dita "brincadeira" aparentemente inútil, e rejeitada pela maioria de população pela falta de aplicabilidade ou pelo comodismo... Será que o conhecimento que a "terra é redonda" serviu algum propósito na altura? Não só não serviu, como foi rejeitada!

2/6/05 11:56  
Anonymous Anonymous said...

Não tenho grande opinião sobre o assunto, mas o que posso dizer é que na década de 90 um senhor chamado Isaac asimov postulou umas 4 ou 5 - não tenho a certeza - sobre o que os robos deveriam ser enquento entidades inteligentes.
Lembro-me que a primeira regra é: que nenhum robo deverá fazer mal a nenhum humano nem para a humanidade em geral. penso que as regras seguinte estipuladas sejam de grande interesse para a presente discussão, embora "não tenha tempo pra procurar " acho deveriam investigar :)

2/6/05 12:05  
Blogger zegomes said...

Não quero andar com comentários sobre comentários.
Mas a sua definição de 'técnico' está errada. Veja o que diz o dicionário :"técnico
do Lat. technicu < Gr. technikós, relativo à arte

adj.,
próprio de uma arte ou ciência;

relativo a um domínio especializado da actividade ou do conhecimento humanos;

relacionado com os objectos ou os mecanismos necessários à realização de uma acção ou operação;

s. m.,
o que é perito numa arte, técnica ou ciência;
especialista."

Como vê é um especialista, alguém que é perito numa arte...mas se a menina não se vê assim! Que posso eu dizer?
Também não disse como quer ser tratada.
Corrige mal, permita a observação.

Mas o que me preocupou foi o seu segundo coementário :" ainda bem que só os poucos e os mais geniais cheguem a criar para humanidade, a maioria tem que se ocupar de tarefas banais, porque desocupada seria perigosa e destritiva... " Os mais geniais??? Quem define "MAIS GENIAIS"?
As figuras mais geniais foram sempre esquecidas pelos outros, seus contemporâneos (e fizeram trabalhos banais para sobreviverem),salvo muito raras excepções.
Menina, cuidado com essas ideias. foram causadoras de muitos desastres ao longo da História.
Todos os seres humanos têm direitos que devem ser respeitados e não deve haver diferenças por raça, crenças, género ou (acrescento eu) capacidades fisicas ou intelectuais.

NÃO SE ESQUEÇA QUE OS QUE FAZEM TRABALHOS "BANAIS" SÃO OS QUE CONTRIBUEM MENOS PARA DESENCADEAR GUERRAS, OU OUTRAS ASNEIRAS CONTRA A HUMANIDADE (está incluida a natureza). APENAS SÃO "CARNE PARA CANHÃO".

Não gostei do que li, essa não é a minha amiga Dasha.
Parece mais uma totalitarista autoritária :o((
A trabalhar na educação e a pensar que devem existir diferenças entre pessoas??!!!
Uns devem continuar a fazer trabalhos banais??!!!!!!!!!!
Nos seus projectos de educação contempla o critério para definir quem continua a fazer trabalhos banais e quem passa a génio??!!
É para isso que vai servir a Inteligência artificial??

MEU DEUS!!

2/6/05 12:28  
Blogger Dasha said...

O progresso baseia-se em parte nas "diferenças por raça, crenças, género ou (acrescento eu) capacidades fisicas ou intelectuais." Eu não apoio nem querras nem totalismo, eu só digo que as pessoas são todas diferentes e não podem ser todas geniais e contribuidores para o progresso científico, e ainda bem que hajam diferenças! E ainda bem que a maioria se deve ocupar de tarefas banais, porque são o nosso sustento diário. Não podem ser todos cientistas, pintores, cantores! Cada um tem que encontrar o seu rumo e segui-lo, e se esta vocação é varrer as ruas, que seja feita com qualidade! Mas as diferenças existem e os robôs são um meio para cada criança descubra a sua vocação e desenvolva-a...

Está interpretar mal os meus comentários e parece comunista no seu juizo, porque igualar todos nas suas qualidades é uma filosofia comunista.

E também não pode gostar de todos os meus comentários:) Aó é que estão as diferenças entre nós, em termos diferentes experiências da vida e ideais.

Viva a diferença e respeito por ela:)

2/6/05 12:51  
Anonymous Anonymous said...

Go Dasha Go,

faço das minhas palavras as da Dasha

fernando :)

2/6/05 13:08  
Blogger Dasha said...

Após discussão verbal com Ze Gomes, acrescento: não sou eu que classifico quem é genial e quem não, e nem sou eu que decido quem faz trabalhos banais. Descobrir o seu caminho é função de cada pessoa, e as outras valorizam o seu trabalho e ou promovem ou despresam, dependendo da qualidade do trabalho. E claro, depende muito de onde tudo acontece, porque o sistema político tal como pode apoiar o desenvolvimento de uma pessoa, como reprimir. Mas não pode ser tudo perfeito, não é? Se fosse, o mundo autodestruia-se, porque a perfeição sem imperfeição não existe.

2/6/05 13:10  
Blogger zegomes said...

Dasha, Dasha!!

Quer dar a volta às coisas!

Explique, se quiser, se isto é respeitar as pessoas? Pelo que escreveu :"(...) e se esta vocação é varrer as ruas, que seja feita com qualidade!"?

A Dasha, está a tentar dar volta às coisas ou então é o seu português que ainda não está apurado.

NINGUEM, TEM O SONHO DE VARRER RUAS!

Acha que é necessário fazer um inquérito a essas pessoas??
Do estilo "-Gosta de varrer ruas?"

Ou outro"-Teve sempre este sonho de apertar parafusos na linha de montagem?"

Que tal:"-Sente-se realizada a limpar casas de banho públicas?""-Tinha esse sonho desde pequena??"

O que dificulta a nossa comunicação, é que eu já trabalhei numa fábrica de produtos pecuários, trabalhei nas pescas em alto mar e nas obras como servente a levar baldes de cimento e a carregar com tijolos à mão.
Esses trabalhos "banais" mas que são a base da sociedade que descrimina.
Não são coisas que tenha ouvido falar ou só prosas sem sentido.

Pois, para sua informação essas pessoas (que como já disse são a maioria)fazem esses trabalhos porque, a maioria delas, NÃO teve possibilidade para saber qual seria a sua vocação.

Aquelas que tiveram que abandonar a escola porque tinham que ganhar dinheiro para a casa, essas são as que hoje fazem esses trabalhos. Que a Dasha diz que foram essas pessoas que escolheram.
Diga lá, acha que essas pessoas alguma vez tiveram oportunidade para aprenderem o que quer que seja??!!

Diz a Dasha:"Mas as diferenças existem e os robôs são um meio para cada criança descubra a sua vocação e desenvolva-a..."acha que uma criança descobre, a partir dos robots que quer ser varredora de ruas?!
Acha, sequer que uma criança dessas alguma vez verá um robot?
Só se for na montra com sistema de segurança.
Não há ninguem que defenda tanto as diferenças como eu. Entendo que a Humanidade só ganha com as diferenças entre pessoas.
Mas a Dasha argumenta a diferença para descriminar as pessoas.
E por isso diz:"E ainda bem que a maioria se deve ocupar de tarefas banais, porque são o nosso sustento diário."
ESSAS PESSOAS, QUE SE OCUPAM DE TAREFAS"BANAIS", NÃO TIVERAM HIPÓTESE DE ESCOLHA!

ALÔ! DAAAAHHH!!!! Percebe isto??

A Tecnologia deve ajudar a Economia, para que todas as pessoas possam escolher o que têm vocação para fazerem.
Segundo as suas diferenças.Claro!
Mas não nos devemos servir das diferenças sociais só para vivermos melhor. ENTENDEU???
Para isso deve servir, também, a tecnologia.

Quanto ao ser comunista : mais uma vez falhou. Defino-me politicamente de direita democrata cristã. Para seu esclarecimento sou um humanista. Defendo que "a cada um, segundo as suas capacidades" e não as suas necessidades.
Mas tem que haver uma plantaforma de base para não decriminar as crianças. Essas terão que ter a mesma base de informação e de qualidade de vida para que possam decidir o seu próprio caminho.
A Igualdade, Liberdade e Solidariedade (vindo da revolução francesa)tem que respeitar o ser humano como individuo.
O que é muito diferente do comunismo, que não respeitam nada nem ninguém.
Aqui em Portugal, sempre fugi à mocidade portuguesa de Salazar e fugiria das filiações a Lenine.
Sei muito bem o que não quero!

Aquilo que digo é: Dasha, respeite mais as diferenças sem descriminação não humanista.

Estou indignado. Eu tenho boa opinião da menina, mas a dizer estas barbaridades...COMEU ALGUMA COISA ESTRAGADA?????

2/6/05 14:12  
Anonymous Inácio Fonseca said...

Desculpem interromper a vossa discussão... eu achava que a nossa TT escrevia mais do que a Dasha... tss tss tss.. toda a gente erra...

6/6/05 16:55  
Anonymous Catarina said...

Adorei a descrição está mesmo realista! Nota-se assim tanto que estou stressada???

15/6/05 23:02  

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